Growth Hacking como processo: 4 formas de aplicá-lo em seu negócio

Growth Hacking como processo: 4 formas de aplicá-lo em seu negócio
Growth Hacking como processo

O Growth Hacking vem se estabelecendo como um fator diferencial na forma como clientes consomem os produtos contratados e como se relacionam com seus fabricantes.

Em um mercado com constantes novidades e empresas ávidas pela atenção e fidelidade do público, se diferenciar e apresentar produtos eficientes e experiências exclusivas se tornam elementos obrigatórios.

Mas não são todos os envolvidos na concepção de um produto ou serviço que compreendem o valor e mecanismo envolvidos no Growth Hacking.

Por isso vamos explicar nos próximos parágrafos o que compõe este processo de otimização, diferenciação e retenção.

As 4 fases do growth hacking

A primeira informação que qualquer profissional que deseja aplicar o growth hacking é que ele é um processo.

Qualquer tentativa de experimentações sem um metodologia ou aplicação de técnicas sem definição do propósito levarão ao fracasso.

E por isso é fundamental conhecer cada fase deste processo, para que assim você consiga obter resultados no curto prazo e com poucos recursos.

Product-Market Fit

A base do marketing é a criação de produtos que despertam o desejo das pessoas. E esta base também é utilizada como referência para o  growth hacking.

A primeira fase do processo compreende o alinhamento entre produto e mercado.

O Product-Market Fit é a etapa de criação de um produto pelo mercado, com capacidade de satisfação de sua necessidade.

Nesta etapa é possível compreender o porquê do fracasso de diversos produtos, devido a escolha do mercado incorreto ou são criados sem se preocupar com as necessidades do público.

Logo, a concretização desta etapa prevê a compreensão das pessoas, de suas necessidades,desejos, motivações e jornada de compra para a partir destas informações conseguir desenvolver produtos alinhados às informações obtidas.

E não é necessário criar um produto para romper com padrões. Muitas vezes pequenas alterações em produtos existentes são suficientes para o atendimento das necessidades de mercado e obtenção de resultados positivos.

Uma forma de validar o alinhamento do produto com o mercado é a aplicação da Regra dos 40%, de Sean Ellis.

Através dela é possível verificar, utilizando questionário, qual seria a sensação de seus clientes se o produto avaliado deixasse de existir.

Se o resultado aponta mais de 40% das respostas como “muito decepcionados”, você possui o Product-Market Fit.

Growth Hacks

A aplicação de growth hacks e a segunda etapa do processo. Aqui são formuladas hipóteses, pela equipe, dando vida aos primeiros experimentos e atraindo os primeiros usuários.

O objetivo é permitir a identificação das mudança que podem criar resultados com maior velocidade e menor custo.

Aqui o olhar dos growth hackers é fundamental, pois é através dele que são encontradas vulnerabilidades e oportunidades para crescimento.As hipóteses são formuladas a partir dos seguintes questionamentos:

  • O que aconteceria se fosse realizado de outra maneira?;
  • E se fosse adicionado algum elemento ao produto?;
  • E se fosse utilizada determinada ferramenta no processo?.

Escala e viralização

O melhor caminho para crescer de forma consistente com o mínimo uso de recursos é transformar os consumidores em propagadores do produto, e lhes conceder algum tipo de benefício por isso.

Este é considerado o estágio de maior dificuldade, afinal apesar de nem todas as soluções que conseguirem viralizar, é o poder do boca a boca que pode fazer a diferença.

Neste momento entra o famoso empurrão, permitindo que a viralização se torne realidade.

Um exemplo deste tipo de ação são jogos eletrônicos, principalmente os das redes sociais, que em troca do convite para novos participantes, oferece benefícios nos jogos, como novas vidas e bônus para as partidas.

Esta medida é válida principalmente por desobrigar a empresa de investir no marketing convencional ou em anúncios.

Nessa etapa é possível enxergar o potencial de escalabilidade do produto e suas estratégias.

Ao realizar um teste é possível identificar, com base no engajamento do seu público se as alterações podem surtir efeito.

O resultado é o aumento da base de clientes e a possibilidade de escalar o negócio, baseado nos insights obtidos.

E a escalabilidade está diretamente conectada à automatização de ações.

Um processo executado de forma manual não terá chances de se tornar escalável.

Otimização e retenção

A última etapa no processo de Growth Hacking é a otimização e retenção.

Aqui você deve atuar na melhora da usabilidade e aumento da satisfação dos clientes.

O foco é garantir a retenção dos clientes conquistado para consolidar a base estabelecida.

Se este resultado for obtido é a prova que o experimento foi bem sucedido e está aprovado, podendo ser incorporado como processo da empresa.

Na etapa de otimização e retenção é muito importante se atentar aos testes, feedbacks e análises de dados, pois estes elementos possuem papel fundamental.

A compreensão da forma como seus clientes utilizam seu produto e seu grau de satisfação passa pela verificação das métricas estabelecidas.

Esta verificação também permitirá que você compreenda se os clientes voltam para utilizar seu produto e caso não ocorra, você possa entender o porque e contornar a situação.

As informações obtidas após a execução dos 4 passos vão permitir uma otimização contínua em em seu produto visando o atendimento das necessidades de seus usuários.

Como você pode perceber o Growth Hacking não é um processo composto apenas pelo lançamento de uma ideia e suas respectivas aprovação e finalização.

Este processo compreende a aplicação contínua de melhorias, o que vai exigir de seus executores a otimização periódica do produto e processos associados.

Tudo isso para que o usuário possa usufruir da melhor experiência possível e desta forma se torne um fiel representante e divulgador tanto do produto quanto de seu fabricante.

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